Sensacional!! Arte e Ciência da Felicidade

Sensacional!! Arte e Ciência da Felicidade

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo! Feliz novas perspectivas!

"O que hoje é comprovado, já foi, um dia, impossível". William Blake, poeta inglês. Feliz Ano Novo e que em 2014 nossas crenças sejam muito mais de inspiração, superação e transpiração, fazendo acontecer aquilo que no passado achávamos impossível! Que as vitórias venham em avalanche comprovando na prática aquilo que em teoria já sabemos: o ser humano é filho de Deus, herdeiro do Universo. Que 2014 seja o ano em que ultrapassemos o domínio da aparência e vivamos em sintonia com nossa essência! Que a Felicidade e a Harmonia reinem soberanas e que a Prosperidade seja nossa fiel companheira! Obrigado ao Criador por mais um ano de vida e aprendizado! Obrigado, amigos, por mais um ano de convivência! Até breve!

domingo, 10 de outubro de 2010

Retratamento - Reflexões

Olá, amigos! Depois de uma pausa, estamos nós aqui de novo. Como nosso objetivo é trazer reflexões, vamos nessa...
Engraçado como as coisas são, só hoje li dois comentários deixados pela nossa amiga Flávia e o tema central é justamente algo que venho pensando nas últimas semanas...
Retratamento... Quando penso nessa possibilidade a primeira dúvida que me vem à mente é: se me proponho a retratar, estou me propondo a fazer MELHOR do que está. É possível?
Diante dessa dúvida, procuro avaliar criteriosamente o que de fato pode ter levado aquela endodontia a naufragar... Analiso, questiono, observo, testo e, sinceramente, fico olhando algum tempo para a radiografia, como que pensando em nada e tentando "escutar" o que ela quer me dizer...
Devo dizer que o tema é altamente surpreendente. Já me vi em inúmeras situações, com alta confiança, tendo plena certeza do sucesso e acabei quebrando a cara... Outras vezes, comecei pessimista, mantendo minhas expectativas em baixa e fui surpreendido por um sucesso retumbante...
Recentemente, uma querida aluna minha comentou a respeito de um retratamento de um molar superior que iniciou e que acabou perfurando a raíz distal. Em rápida conversa, onde tentamos entender o que aconteceu, identificamos a possibilidade de que algo muito mais comum do que se imagina tenha acontecido: a visão recorrente de que primeiro se desobtura e depois se corrige...
Chegamos à conclusão, na nossa rápida conversa, que as coisas não devem ser separadas, estanques, lineares. Como se fosse primeiro uma coisa e depois outra. Endodontia é uma ciência dinâmica, o procedimento da reintervenção endodôntica é, talvez, o mais dinâmico dentro dessa ciência. Quem se propõe a retratar, propõe-se a fazer melhor. Fazer melhor significa corrigir o que está inadequado. Corrigir pressupõe criar condições para que algo melhor se estabeleça. Assim, um erro muito comum é a distorção de percepção do problema. Sim, nossas ações são guiadas pela forma como percebemos as coisas. Essa percepção é toda embasada nos filtros mentais que possuímos fincados nas nossas crenças e convicções interiores. Sendo assim, a crença comum, diante do retratamento, é que devemos primeiro desobturar, colocar nossa atenção em remover o conteúdo dos condutos, para depois estabelecermos as correções necessárias. No entanto, essa idéia é inadequada na medida em que, para realizarmos as correções necessárias no interior do conduto, é preciso espaço físico para que o instrumento faça as manobras necessárias para retomar um comprimento ou trajetória perdidos, ou tomar um novo caminho que nos leve à solução. Se estivermos com nossa atenção somente focada no processo de desobturação, nossa tendência será reproduzir todo aquele caminho já construído e que levou o caso ao insucesso. Estaremos, portanto, reproduzindo o insucesso. Todavia, se desejamos escrever uma nova história, reproduzindo o insucesso, teremos um final diferente? Acredito que não e a minha opinião é corroborada por aquela velha citação de Einstein de que "o maior sinal de loucura é fazer a mesma coisa repetidas vezes e esperar resultados diferentes".
Sendo assim, a etapa do retratamento, além de se iniciar obrigatoriamente por um criterioso exame inicial da situação, buscando identificar e compreender bem o que de fato levou o tratamento ao insucesso, passa também por uma percepção e visão de que ao mesmo tempo que vamos desobturando, vamos corrigindo, melhorando as imperfeições. Dito assim parece meio vago. Portanto, vamos falar mais objetivamente: boa parte dos problemas é provocado pelo pobre acesso e preparo dos canais. Cirurgia de acesso inadequada, falta de preparo da entrada dos condutos e do terço médio. Se focarmos apenas em desobturar para depois realizarmos essas importantes etapas, estaremos apenas recriando aquele preparo que não deu certo. Esse não é nosso objetivo. Nosso objetivo é o de já criar uma forma melhorada, corrigida de preparo. Assim, vamos em primeiro instante trabalhando com o foco nesse aspecto e a desobturação é consequência natural do processo. Com o acesso adequado e os devidos desgastes compensatórios já tendo sido feitos, criamos todo o espaço físico necessário para as manobras seguintes. As perdas de comprimento e os desvios de trajetória comumente acontecem no terço apical. Se não criamos o devido espaço nos terços imediatamente anteriores para o instrumento modificar sua posição, como esperamos corrigir o problema? Se não crio condições para identificar acertadamente as estruturas anatômicas coronárias e radiculares, como espero saber onde devo e onde não devo trabalhar? Se não identifico acertadamente o que de fato levou o tratamento ao insucesso, como posso achar que o que fizer irá resolver o problema?
Lembro-me de uma célebre frase do Prof. Franklin Weine: "restauração inadequada de dentes tratados endodonticamente é um fator de insucesso muito mais prevalente que os costumeiros da terapia endodôntica". O que significa isso? Significa que em muitas situações o que levou a endodontia a naufragar não foram as etapas em si da especialidade, mas principalmente as deficiências da "tampa da panela", como costumava dizer um professor meu. Se quem se propuser a retratar endodonticamente não vislumbrar esse lado do problema e não buscar correção para isso também, pergunto: o problema será resolvido?
Então, precisamos entender que o processo de definição de uma reintervenção é algo muito mais amplo e complexo e merece uma decisão que seja bem meditada e refletida.
Essa semana que se passou estive diante de várias dessas questões, e devo dizer, é preciso ter a mente aberta e uma boa disposição para avaliarmos a questão sob diferentes ângulos, sob pena de reproduzirmos, recriarmos o fracasso e isso, certamente, não interessa a nenhuma das partes: nós e nossos pacientes. Defendo aqui que não devemos ter uma visão limitada, viciada e apenas focada em um lado da questão: retratamento endodôntico, só devemos olhar a parte endodôntica. Não, definitivamente não. Devemos estar em uma atitude aberta, dispostos a vislumbrar e esgotar todos os lados da questão. Aí sim, somente depois desse acurado exame, partirmos para a intervenção já buscando melhorar o que precisa ser melhorado...
Namastê! Até a próxima!Ótima semana a todos!!!
Leo

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dente sensível após Endo... É normal?

Olá, amigos. Uma breve pausa na nossa sequência anterior de textos sobre abordagem psicológica, para discutir algo que perturba muito tanto pacientes, como profissionais: aquele dente tratado canal que "é sensivel e que toda vez que bato nele, doutor, é diferente, é dolorido". Já se depararam com situações como essas? Tenho certeza que sim. É comum aos endodontistas...
Porque isso acontece? Porque certos dentes podem apresentar esse quadro? Será que isso é próprio do dente, do grupo dentário a que pertence ou é uma particularidade do paciente? Mas o mesmo paciente com endodontia feita em dentes diferentes apresentou esse quadro em apenas um... Será que fui eu?
Penso que isso se deve a todos esses fatores em conjunto, mas, em especial, o que mais influencia, em minha opinião, é o fato de ainda não termos controle absoluto sobre o local no qual fazemos o corte do tecido pulpar. Como sabemos, polpa e ligamento periodontal tem a mesma origem embrionária, tendo similaridade de estruturas, e, na região transitória entre o canal dentinário e o canal cementário, conhecido popularmente como CDC, esses tecidos se "misturam". No canal dentinário: polpa dental. No canal cementário: ligamento periodontal. Na transição? Um pouco dos dois... De forma que: 1°- nunca sabemos ao certo onde é o CDC (principalmente partindo-se do princípio de que utilizamos radiografias para nos guiar); 2°- na transição, não sabemos onde começa um e termina outro.
Sendo assim, não temos absoluto domínio sobre onde estamos efetuando o corte para a exérese da polpa. Nas vezes em que removemos um pouquinho mais de ligamento, em que invadimos um pouquinho mais esse tecido, são situações em que podemos ter a instalação de um quadro inflamatório crônico, nada demais, mas que dá ao paciente esse percepção de sensibilidade. É como um indivíduo que opera o joelho e ao voltar a andar sempre sente que aquele é diferente do outro, mais dolorido, mais sensível...
São ligamentos da mesma forma, porém em escalas diferentes... Mas, o que vejo de mais significativo nessa história e que tem verdadeiro potencial para eliminar todo tipo de rusga na relação paciente-profissional é a informação.
Isso precisa ser passado, explicado e mostrado ao paciente. Da mesma forma que é preciso que o profissional se certifique de que este entendeu a questão. Como definiu muito bem uma amiga nossa, a Helena, lá de Itajubá: "tudo que é dito antes é informação. Tudo que é dito depois é desculpa". A clareza dela fala por si só, não é?
O paciente precisa estar consciente de que o dente tratado endodonticamente, por natureza, será um dente "diferente". É um dente que terá sua sensibilidade e propriocepção alterada pela natureza da intervenção endodôntica. É necessário esclarecer que eventualmente esse quadro descrito no inicio do texto pode vir a se instalar...
Entretanto, deixo aqui claro que NEM toda sensibilidade é oriunda do que expusemos aqui. É preciso examinar, avaliar o caso, fazer os testes necessários etc. No entanto, nas condições em que houver inexistência total de mais outros sinais e/ou indícios de alteração esse quadro é o que está presente. Ainda é fruto da nossa imprecisão em determinar o local certo e não só em determinar, mas também em executar no local certo o corte do tecido pulpar. Ainda temos muito o que evoluir na nossa área. Mas, fica aqui o alerta de que uma boa conversa, esclarecedora, paciente, atenciosa pode fazer verdadeiros "milagres" no trans e pós-operatório em todos os sentidos, inclusive no que tange à relação paciente-dentista.
Namastê! Muita Paz a todos!!!

sábado, 17 de julho de 2010

Relação estado emocional/reparação tecidual. É possível?

Olá, amigos. Conforme prometido no último texto nosso objetivo hoje é discutir um pouco a respeito do embasamento científico para abordagens psicológicas apropriadas aos pacientes da Odontologia, em termos gerais.
Primeiro quero contar um pequena história: estava eu zapeando na net, pulando de site em site, quando no do jornal O Globo, vi a seguinte manchete: "Estudo relaciona emocional com cicatrização de feridas". Pensei comigo: "ôpa! Isso aqui me interessa!". Abri a reportagem e vi um resumo de um estudo muito interessante desenvolvido na Inglaterra, avaliando a velocidade de cicatrização de feridas com aspectos emocionais. Esse estudo foi liderado pelo Prof. John Weinman, do Departamento de Psquiatria da Universidade King´s College, de Londres. Mais do que rapidamente entrei em contato com ele, por e-mail, apresentando-me e relacionando algumas dúvidas. Recebi uma resposta muito atenciosa e gentil dele, inclusive esclarecendo algumas dúvidas e juntamente me encaminhou quatro artigos já publicados por ele e sua equipe, todos pesquisando essa linha...
Só tenho a dizer uma coisa a vocês: um novo mundo se descortinou! Tudo que intuitiva e empiricamente pensava sobre o assunto vem sendo estudado de forma séria, metódica e sistemática por gente que realmente sabe e entende do assunto. Conclusão? Muito do que temos conversado é comprovado cientificamente.
Bom, a partir desse contato com o Prof. Weinman, descobri nas referências dos artigos dele outro nome de respeito nessa área de pesquisa: a PsicoNeuroImunoEndocrinologia. Pescou o nome? Pois é, a ciência que interrelaciona a Psicologia/Neurologia/Imunologia/Endocrinologia e como tudo isso funciona junto. Achei o nome da Profa. Janice Kiecolt-Glaser, da Universidade de Ohio. Também entrei em contato com ela por e-mail e também gentilmente recebi uma resposta onde me encaminhou em arquivos pdf 200 artigos sobre essa linha de pesquisa que ela e seu marido vem estudando desde 1984. Podem imaginar? Desde 1984? E eu pergunto: porque não se relaciona isso com a Odontologia? Porque não adaptar esses estudos à Endodontia e às outras áreas que envolvem cirurgia na Odontologia? Estão todos ocupados demais com materiais e técnicas... Esqueceram do Ser Humano...
Mas, o mote da questão é: como a percepção de stress por parte do paciente, bem como aspectos psicológicos próprios de cada um interferem na regulação endócrina dos pacientes e consequentemente na regulação do sistema imunológico, acelerando ou atrasando os mecanismos de reparo tecidual, pós-intervenções cirúrgicas. Especialmente pela ação dos hormônios do stress (adrenalina e mais especificamente o cortisol), deprimindo o sistema de defesa e os mecanismos de reparo, como a liberação de diversos mediadores químicos como interleucinas 1, 6 e 8 e TNF alfa e beta, como diversos fatores de crescimento celulares...
Um número? Pacientes que no pré-operatório tiveram e oportunidade de extravasar e desabafar traumas do passado tiveram velocidade de cicatrização tecidual 11% maior que os que não foram submetidos a essa situação. Pacientes com alto índice de cortisol, coincidiram com os que, respondendo a questionários específicos para determinação do perfil psicológico, se mostraram mais ansiosos, pessimistas e estressados por natureza. Também esses mesmos demonstraram ser os com velocidade de reparação tecidual mais lenta, pós-procedimento cirúrgico padrão.
Outro estudo demonstrou que estudantes em época de exames na faculdade têm maior dificuldade de cicatrização do que quando submetidos ao mesmo procedimento em época de férias... Vários outros existem (na área de cardiologia, sobre pós-operatório imediato e tardio de pacientes submetidos a cirurgias de ponte de safena e outras)
e uma vasta linha segue adiante...
Daqui estou "devorando" esses estudos e nosso objetivo passa a ser mais incisivamente como relacioná-los com a nossa área, a Odontologia como um todo, buscando elaborar um protocolo de conduta adequado para cada tipo de paciente, com a finalidade de colaborar para trans e pós-operatórios mais harmônicos, tranquilos e processos reparacionais mais bem sucedidos e em menor tempo.
Em minha humilde opinião acredito estarmos diante de um novo mundo a ser explorado pela Odontologia, vislumbrando agora outra parte da questão: o indivíduo.
Concito a todos a entrarem nessa empreitada e os que estiverem interessados em colaborar estou à disposição para trocarmos idéias e, quem sabe até, estabelecermos um grupo de trabalho para juntos explorarmos essas novas possibilidades, obedecendo o princípio de enxergarmos nossos pacientes como um todo: Holismo.
Namastê! Obrigado pela atenção! Em breve novos textos e novidades sobre essa linha de pesquisa!
Abração!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Recebendo pacientes indicados para Endo

Olá,
Dando sequência ao nosso trabalho aqui, vamos hoje discorrer um pouco sobre pacientes encaminhados para tratamento endodôntico. Conforme sugestão da Flávia (obrigado, Flávia!) a idéia hoje é entendermos um pouco sobre como esses pacientes chegam até nós e o que se espera de nossa postura para que caminhemos rumo ao sucesso da intervenção.
Não faço rodeios e nem jogo, coloco aqui abertamente minhas opiniões, visões das questões e como procedo no meu dia-a-dia. Não prego de uma forma e procedo de outra. É bem verdade que não sou perfeito e como todos, existem dias que estamos mais inspirados, motivados e outros nem tanto. Mas, o fato é que devemos nos guiar por uma linha mestra, que na média do tempo, a gente se esforce por manter os nossos ideais bem trabalhados diariamente.
Há muito tempo que venho observando esses pacientes encaminhados. Na grande maioria chegam até nós bastante preocupados e ansiosos. Especialmente os que tiveram experiências negativas passadas e os que classifico como eletivos, ou seja, aqueles que necessitam da intervenção, porém não são portadores de quadro agudo que exige conduta imediata. Os pacientes de emergência, por conta do grande desconforto que veem sentindo, se colocam em uma postura mais aberta para receber o procedimento, já que enxergam nesse fato a oportunidade de alívio do seu desconforto. Os eletivos podem ter experiências passadas negativas ou muitas das vezes, andaram ouvindo as piores coisas sobre a Endodontia. O tratamento endodôntico ficou muito marcado no inconsciente coletivo da Humanidade por conta do sofrimento causado pela falta de recursos no passado. As condições inflamatórias agudas endodônticas são extremamente dolorosas e impõem grande sofrimento aos pacientes. Somado a falta de recurso, técnica, conhecimento e até preparo psicológico adequado as endodontias do passado remetiam muitos às torturas da época medieval. No entanto, para aqueles que se dedicam à Endodontia na atualidade, sabemos que esse passado é página virada e que hoje os recursos à disposição do endodontista são vários, tendo como consequência sessões de tratamento cada vez mais indolores, rápidas e eficazes.
Contudo, boa parte da população ainda não sabe disso e muitos mitos existem por aí a fora, colaborando para uma imagem muito distorcida da nossa querida especialidade e em especial do procedimento. A melhor forma de combater esse cenário? Informação. Acredito que e melhor maneira de lidarmos com a ansiedade e preocupação de nossos pacientes é fazê-los exercer a chamada COMPREENSÃO.
COMPREENSÃO, segundo a Parapsicologia Sistêmica, é forma mais potente e rápida de se modificar a programação do subconsciente. Nossa forma de perceber e entender a Vida é guiada pelos sistemas de crenças e valores que vamos incorporando com o passar do tempo. Essas crenças e valores são informações que vamos absorvendo e incorporando ao nosso modo de ser desde o nascimento, através dos conceitos e idéias que nosso pais passaram, bem como de nossas vivências e experiências e coisas que vamos ouvindo e concordando por aí. Tudo que racionalmente concordamos é automaticamente incorporado pelo subconsciente. Qual a implicação disso? A implicação é que, dentre outras importantes funções, o subconsciente é o responsável pela criação da realidade ao nosso redor. Tudo que está ao nosso redor, é reflexo do que existe dentro de nós. Todas as coisas, experiências, pessoas, situações são trazidas até nós pela programação de nossos subconscientes. Portanto, quanto mais negativamente estiver marcado o subconsciente de nossos pacientes em relação ao tratamento proposto e sua expectativa, maiores serão as possibilidades de se tornar realidade aquela crença interior dele. Existem diversas formas de reprogramar o subconsciente, mas a mais rápida é a compreensão. E todo o processo de compreensão é baseado na informação, na conscientização. Nós somos chamados "doutores". Doutor é uma palavra que etimologicamente tem como o origem o latim docere, que significa ensinar, fazer aprender, professor. Ou seja, o termo ao qual nos identificam e nos tratam tem como fundamento o fato de sermos educadores também, esclarecedores, transmissores de conhecimentos. Não somos meros técnicos, reparando e consertando. Portanto, fazer nossos pacientes exercerem a compreensão sobre seus problemas e os procedimentos a serem realizados é também a base de nossa profissão.
Por isso, na medida do possível, sempre adoto consultas inicias de avaliação com meus pacientes. Essas consultas tem por objetivo me permitir examinar, diagnosticar e planejar a intervenção, bem como abrir um "canal" de comunicação com o paciente, esclarecendo qual o seu problema, quais alternativas existem para a resolução do mesmo e ouvir suas dúvidas, questionamentos, curiosidades de forma aberta, deixando-o à vontade para inquirir o que quiser. Sempre respondendo de boa vontade e não subestimando essas dúvidas. É muito importante esse contato inicial e esse esclarecimento. Já há alguns anos venho tendo essa conduta e tenho observado que o nível de tensão/ansiedade reduz-se drasticamente dessa primeira consulta (avaliação) para a de procedimento. Faço o paciente entender o quanto a estabilidade emocional dele e sua confiança são fundamentais para o sucesso do tratamento.
No próximo texto, entrarei com dados cientìficos que dão suporte à essa abordagem. Como o estado emocional do paciente influencia em seu sistema imunológico e consequentemente em seu potencial de reparo tecidual, item extremamente de interesse para nós, endodontistas.
Continuem participando, comentando, enviando suas sugestões e vamos tornar esse espaço cada vez mais útil para todos nós (profissionais e pacientes).
Obrigado pela atenção,
Namastê!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Conflito - Indecisão

Olá,
Depois de uma breve pausa estamos aqui de novo. Agradeço a todas as manifestações de apreço e apoio que tenho recebido. Tenho certeza de que estamos no caminho de ajudar a todos a exercer uma nova compreensão, um novo olhar sobre a nossa profissão e a vida. Continuo pedindo que participem, enviem seus comentários, críticas, sugestões... É de grande valia para todos nós. Esse espaço é destinado para novas perspectivas, novos ângulos de percepção do nosso trabalho e de nossas vidas. Colabore e envie seu ponto de vista!
Recebemos um comentário da nossa querida Gisa a respeito do local de trabalho dela, uma empresa, que passa por dificuldades, ambiente estressante e que os empregados procuram o atendimento odontológico com queixas diversas relacionadas a dores dentárias e que acham se tratar de problema com os canais radiculares. Encaixa muito bem com o que estamos lidando aqui nesse espaço.
Louise Hay no seu livro Você Pode Curar Sua Vida relata que os problemas de origem dentária estão relacionados a aspectos emocionais ligados a um estado de indecisão duradoura. Vejam que interessante... Defthlesen no seu livro A Doença como Caminho comenta que os dentes simbolizam o potencial de agressividade, de defesa/proteção, a disposição do Ser Humano em partir prá cima. Também podem simbolizar a sua força. O animal quando acuado mostra os dentes como primeiro sinal de sua intenção de avançar caso o agressor não recue. Problemas nas raízes dentárias também podem significar que a pessoa esteja passando por um momento de profundo abalo de suas crenças interiores. Um momento em que para ela "seu mundo está caindo". É um momento de revisão de crenças, convicções e idéias que antes dava sustentação para a sua forma de leitura e entendimento do mundo e que agora já não estão servindo mais... Ainda Defthlesen relaciona as infecções ao estado emocional do conflito, traçando uma inteligente analogia entre o conflito da vida real e o conflito que nossos leucócitos se envolvem quando do início de uma resposta inflamatória frente à invasão microbiana. Sabemos que dor não é o mal em si. A dor é apenas sinal de alerta, alarme que visa dar ciência ao córtex cerebral de que algo está errado e precisa ser verificado e corrigido. Daí o impulso de nossos pacientes nos procurarem.
Mas, imaginando a situação que os funcionários dessa empresa vem enfrentando, como descrito pela nossa amiga, o que foi colocado acima não casa bem com o possível estado emocional que essas pessoas vêm enfrentando? Será que diante da possibilidade de a empresa fechar, alguém se sente seguro, protegido? Alguém se sente plenamente decicido a que atitude tomar? Podem estar pensando: "saio agora ou espero as coisas melhorarem? Será que vai melhorar? ou será que vou conseguir outro emprego? será que vou dar conta de garantir o sustento de minha família? e agora? o que faço?". E muito mais outras questões que poderemos imaginar... Pergunto: como intervir em um Ser Humano sem levar em conta essas questões? Como posso esperar que o desenrolar do tratamento e o processo reparacional estão separados, estanques de questões como essas? É preciso a visão holística, do holos, do todo. Sentimentos e emoções emboram não sejam tangíveis, são bem reais para quem os está sentindo. Por isso, é preciso se atentar para um atendimento odontológico que não apenas vise a questão técnica, mas também, em grau de igualdade, o aspecto psicológico/emocional. Digo isso, porque vejo profissionais extremamente dedicados e interessados na técnica, no material. Mas, verdadeiros analfabetos emocionais que não sabem conduzir o atendimento endodôntico sob o ponto de vista emocional. Não esclarecem, não explicam e o mais grave de tudo: não ouvem. É necessário ouvir o paciente. Apenas essa atitude é capaz de produzir maravilhas, aliviando a tensão do mesmo, estabelecendo um vínculo de confiança que certamente fará toda a diferença no trans e no pós-operatório. Como costumo dizer aos meus alunos: não é o dente que chega no consultório, vestido e falando. É o dono do dente que tratamos. Tratamos o todo.
Continuaremos um pouco mais nessa linha na próxima vez... Pensem nisto. Ouçam seus pacientes. Depois me contem. Participem!
Namastê!

sábado, 15 de maio de 2010

Voltei!!!!

Alô, amigos! Depois de um bom tempo com mil questões, agora decidi de verdade levar adiante esse espaço... Pelo menos duas vezes por semana é o nosso projeto de continuar com esse espaço e colaborar de alguma forma com um olhar diferente sobre a Vida e sobre a Endodontia também! Esse blog é sobre tudo! Não só Endodontia, não só conhecimentos sobre essa Nova Era, mas sobre a Vida! Com "V" maiúsculo! É tudo. Decidi que esse espaço mais do que compartilhar é para eu me guiar também. Se pararmos para observar temos dúzias e dúzias de insights sobre tudo no nosso dia-a-dia. Especialmente sobre aquilo a que estamos mais focados, mais direcionados... Mas, da mesma maneira que vem, vão embora no meio dos nossos afazeres do dia. Decidi que esse espaço também será utilizado para o registro de boa parte desses insights para servir de fonte consulta para o futuro... E se além disso, puder se transformar em um ponto de encontro para debate e a troca saudável e respeitosa de idéias, será perfeito e realmente útil para todos. Tenho certeza.
Primeiro tópico depois desse longo inverno? Vamos lá!!!
Endodontia - Continuo batendo numa tecla que já andei comentando. Tenho observado grande relação entre o estado/perfil psicológico do paciente e o quadro clínico apresentado. Especialmente as situações agudas... Estresse, correria, problemas no trabalho, preocupações de toda ordem... abscessos, fístulas que vem e que vão... Pulpites... Com questionamentos mais profundos, verifiquei que boa parte dessas pessoas com dúvidas sobre a Vida, mudando de crenças, convicções, paradigmas... Antigas convicções desmoronando diante dos embates do dia-a-dia... Necessidade de reformulação de idéias, condutas, atitudes... Acontecimentos que vem para trazer mudanças... Resumindo? A palavra é MUDANÇA. MU-DAN-ÇA.
Na filosofia budista, o pensamento é que no mundo da matéria a única coisa permanente é a mudança. Paradoxal, não é? A vida é como um rio e flui sempre. O que é hoje, amanhã não é mais. O que é agora, daqui a pouco já foi... A única coisa permanente é a mudança. Estamos em um momento onde tudo isso está mais acelerado. Portanto, as mudanças em nossas mentes também estão mais aceleradas e é natural o corpo padecer tanto com tanto paradigma a ser modificado... Espírito e Mente. Mente e matéria. Entre o espírito e a matéria existe a mente, ferramenta da qual o espírito se utiliza para moldar e perceber a matéria. Depois de séculos e séculos o Ser Humano ocidental começa a vislumbrar essa relação. Mas, no meio de todo esse processo de despertar, é preciso tirar a mente da inércia de produzir continuamente o desequilíbrio e a desarmonia. E assim, a matéria que, embora muitos pensem o contrário, é gerida por essa ferramente sofre... Daí tantas inflamações, infecções... fruto do conflito que continuamente estamos enfrentando entre o Eu Novo que precisar agir e o Eu Velho, cheio de manias, conformismo e comodismo...
Já pensaram nisso ou viajei demais? Vamos lá, amigos, aguardo suas opiniões!!!
Peço que divulguem esse espaço para quantos puderem. Tenho certeza de que quantos mais pudermos ter acessando, tendo contato com essas idéias e trocando opiniões certamente será um grande serviço prestado a todos nós!!! Obrigado!