Sensacional!! Arte e Ciência da Felicidade

Sensacional!! Arte e Ciência da Felicidade

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Início da Instrumentação

Hoje lidei com alguns casos de calcificação e atresia dos canais e pude perceber e me lembrar de algo que sempre procuro mostrar aos meus alunos: o quanto o início da instrumentação é importante. Especificamente o momento de uso das limas 10, 15 e 20 são, na minha opinião, cruciais para o fluir de um trabalho harmônico. Já observei em meus casos que quanto mais tempo invisto na utilização de tais limas, no início da fase de preparo do conduto, mais tempo economizo depois quando da utilização das limas de maior calibre. É realmente impressionante e algo que realmente vale muito à pena experimentar e observar. Dentro do raciocínio já discutido anteriormente, de uma postura mental de centralidade e absoluta presença no momento dessa negociação inicial dos condutos, entendo que também a respiração do operador agrega muito valor à qualidade do trabalho. Pela correria que usualmente enfrentamos diariamente em nosso dia-a-dia, pacientes marcados de hora em hora, compromissos, emergências, necessidades pessoais, familiares, sociais... Ufa! Será que sobra tempo para respirarmos? Uma boa oxigenação é a base de toda a nossa atividade celular e, em especial, de nossos centros nervosos. Já teve um dia em que as coisas pareciam estar passando em câmera lenta, onde vc se sentia estranho, não entendendo nem direito o que se passava à sua volta? Bem, já tive vários dias assim e descobri que pensava em tanta coisa, precisava me desdobrar em tantos papéis que não encontrava tempo para respirar... E isso obviamente atrapalhava a oxigenação cerebral, fazendo cair meu rendimento... Calma, relaxe. Quando as pressões do meio aumentam é que é hora de mais calma e tranqüilidade. Nada dá mais sentimento de centralidade, de estar presente, do que respirar... Aquela respirada boa, onde a gente enche o abdômen de ar... Sim, o abdômen e não o peito... A verdadeira respiração, aquela que preenche os pulmões integralmente é a que faz com que nossos abdômens expandam. É a que traz o relaxamento, que melhora a digestão, o raciocínio e todas as outras funções corpóreas.
O início da negociação dos canais é uma fase cercada de expectativa, ansiedade, incerteza... É momento de vigilância, atenção e presença para sentir, perceber as mudanças de direção do instrumento, os meandros, os detalhes do sistema de canais. Nessa hora, nada melhor do que três ou quatros respiradas profundas, tomando fôlego, deixando a barriga se expandir e soltar o ar vagarosamente pela boca. Inspire pelo nariz e solte gradativamente pela boca... Use seu poder de visualização e imagine toda a ansiedade, expectativa e preocupação indo embora a cada expiração e veja a paz, a tranqüilidade e a calma penetrarem gradativamente em seu corpo a cada inspiração... E invista, invista bastante tempo nessa fase inicial... Alargue bastante com a 10, 15 e 20... Perceba, observe a cada irrigação, a raspa de dentina que se formou e agora está sendo envolvida pelo líquido e indo embora com a sucção... Vivencie, experimente esse momento.
Quanto mais tempo investir agora, mais economiza no futuro... Pense nisso!
Namastê!!

domingo, 23 de novembro de 2008

Abordagem Psicológica

No Ocidente temos um debate em torno da verdadeira natureza do corpo humano. Durante anos o corpo era visto como algo estático e limitado como uma escultura, uma peça em que vc ao nascer deveria ir até o fim de sua vida com ela. Hoje sabe-se que esse modelo se transformou com as diversas descobertas científicas. A renovação celular é uma realidade e praticamente todos os nossos tecidos passam por essa constante renovação e movimentação em seus elementos celulares. Temos uma nova pele a cada 30 dias, um novo fígado em 6 semanas, um novo esqueleto em 3 meses e assim sucessivamente... O modelo, por definição do próprio Dr. Deepak Chopra (médico endocrinologista indiano naturalizado americano), foi modificado para que se enxergasse o corpo humano como um rio. Está em constante renovação e, por conta disso, possui um fluxo, uma corrente dessa renovação celular... Todavia, o que chama a atenção é que, já que o corpo é continuamente renovado, significa que em determinadas doenças de longo curso as células pioneiras a incorporarem o desequilíbrio e desenvolverem a doença já não são as que existem mais em determinado momento do curso da enfermidade, de forma que suas sucessores é que assumem e continuam mantendo a representação física daquele mal. Sendo assim, isso significa que o desequilíbrio fica impresso no DNA celular e que essa informação "defeituosa" é que é responsável por transmitir essa característica de imperfeição às gerações de células seguintes perpetuando a desordem. A somatização é a prova viva de que um desequilíbrio em nível mental é transmitido à esfera física, trazendo manifestãções dessa desordem, dessa desarmonia. É fato também comum que as filosofias orientais aceitam que toda doença física primeiro de manifestou na mente. Primeiro houve o adoecimento da mente, depois a manifestação no corpo físico. Sendo assim, dentro dessa visão, todas as doenças, todas, sem exceção, possuem estados emocionais desequilibrados associados que desencadeiam a desarmonia primeiro em nível mental e depois em nível físico. O DNA é o ponto de ligação entre a mente e o corpo. As eventuais desarmonias no padrão mental são impressas no DNA até que, em dado momento, essa informação passa a ser lida em nível físico intracelular e aí o desquilíbrio contido passa a ser literalmente construído. No livro a Doença como Caminho de Dethlefsen & Dahlke, especificamente, sobre os dentes e a infecção temos: os dentes estão relacionados a nossa forma de enfrentar e superar os problemas. Estão relacionados à nossa vitalidade e disposição de prosseguir a despeito de qualquer dificuldade. Agressividade e vitalidade são lados distintos da mesma moeda, embora usualmente não pensemos dessa forma. O próprio Buda recomendou que em primeiro lugar devemos nos aceitar. Disse: "Saber levar-se. Saber contentar-se. Saber aceitar-se.". Não somos perfeitos, mas fomos treinados para nos vermos assim e, por conta dessa forma equivocada, reprimimos muitas coisas dentro de nós. Não gostamos nem de admitir que ficamos com raiva, frustrados, aborrecidos etc. A regra da sociedade é "adaptabilidade". Ainda para esses autores, a infecção é o símbolo de um conflito em nível psíquico que ora se manifesta no físico. Juntando as duas coisas podemos supor que nossos pacientes podem estar diante de problemas e conflitos de ordem interior, em suas vidas, passando por problemas que, não raro, nem sequer fazem idéia do quanto os está atingindo. Estão fragilizados, com perda de sua vitalidade e que, portanto, necessitam de ajuda para superarem esse desafio. Um doença crônica é o sinal de evidente de que um conflito está em curso e que há uma indecisão em tomar providências. As forças se igualam, se equilibram, mas algo mais precisa acontecer para que esse conflito seja vencido. Decisões e ações precisam ser tomadas.
Como a Endodontia enfoca em sua grande parte os quadros infecciosos pulpares, Kakehashi e colaboradores (1965) já deixaram bem claro o papel que os microrganismos desempenham na doença endodôntica, é preciso enxergarmos nossos pacientes sob um ponto de vista mais amplo. Por isso, uma abordagem psicológica atenta do profissional se faz necessário. Não é preciso entrar na intimidade do paciente, não é isso. Somente é preciso atenção, informação, conscientização, disposição em reduzir o desconforto o máximo possível. Nossos pacientes já vêm até nós cheios de medos e conflitos e nossa atitude amistosa, facilitadora, disposta a esclarecer, elucidar o curso de sua doença e o que vai acontecer durante e depois do tratamento podem fazer a grande diferença no mecanismo de reparo. É óbvio que uma polpa necrosada, bem como presença de imagem sugestiva de lesão aos tecidos apicais exigirão um adequado controle microbiológico do sistema de canais e o conseqüente vedamento desse espaço. Contudo, se tudo isso for realizado com a abordagem psicológica certa, o resultado é muito mais positivo.
Kakehashi demonstrou o valor e o papel dos microrganismos para o desenvolvimento da doença endodôntica. Mas, ele os fez em RATOS. O Ser Humano é algo um pouco mais complexo. Por isso, em minha opinião, uma boa dose de psicologia pode fazer a diferença. Uma boa dose de humanidade pode fazer milagres!
Experimente!
Namastê!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Endodontia e Poder do Agora

Quero agradecer a todas as manifestações de carinho e incentivo que tenho recebido. Tem sido bastante encorajador e prazeroso. Mas, reitero novamente o convite para que todos participem deixando suas opiniões e enriquecendo o debate. Estou à disposição de todos!
Mas, dando continuidade, os budistas comentam com muita propriedade sobre a necessidade de nos conscientizarmos da importância de estarmos no Agora. Sim, é fato que, embora poucos parem para pensar sobre isso, vivemos em um constante e eterno Agora. Passado e futuro são apenas aspectos desse interminável agora que vivemos. Os mestres da Sabedoria costumam dizer que onde está seu pensamento é onde vc está na realidade. Olhando os hábitos mentais que alimentamos podemos verificar que estamos sempre lembrando, rememorando ou lamentando algo do passado e projetando, visualizando, antevendo algo do futuro. Mas, fica a pergunta: quem está aqui agora? Quem está comandando o momento presente? Um futuro e um passado de qualidade dependem visceralmente de uma consciência integralmente no presente. Sim, porque ambos dependem das escolhas que fazemos. Quando as escolhas que fazemos são de boa qualidade, o passado é recheado de alegria, tranqüilidade, satisfação e bem-estar. Quando as escolhas que continuamos fazendo são de boa qualidade, o futuro é risonho, repleto de sucesso, alegria, tranqüilidade, satisfação e bem-estar. Quando as escolhas não são lá boas, o passado é frustração, talvez culpa, e o futuro de ansiedade e pessimismo. Mas, ambos aspectos do tempo presente dependem de uma vivência integral no Agora, no momento da tomada de decisões. Tomamos decisões a todo momento, a todo instante, e temos pleno livre-arbítrio para isso. Cada um qualifica seu mundo e sua realidade da forma como quer. Joe Vitale, escritor metafísico norte-americano, comenta com bastante propriedade que a todo momento exercemos nosso direito mais básico de escolha: sermos felizes ou infelizes. Cada um escolhe como quer. Mas, para escolher é preciso estar aqui, pois ao não estarmos focados aqui, no agora, quem toma as decisões por nós são nossos hábitos e condicionamentos, e se os mesmos não forem lá de boa qualidade, já imaginou o tipo de decisões que tomaremos, não é verdade?
Mas, depois desse preâmbulo sobre o Agora, o que tem isso a ver com a Endodontia, por exemplo? Muito a ver, meus amigos, em minha humilde opinião. Vejo os reflexos desse raciocínio todos os dias em meu trabalho e nos trabalhos de meus queridos alunos de especialização, que estão em fase de treinamento. Quando iniciantes na especialidade, a expectativa e a ansiedade são grandes. A vontade de realizar maior ainda. O medo de falhar também não fica atrás. E quem sabe, a vontade de finalizar logo e visualizar o resultado de seu trabalho maior ainda, não é verdade? Quem já não começou uma endo pensando em como ficaria no final? Querendo até andar um pouco mais rápido prá ver logo como ficou? Vejam quantas forças atuam em nossas mentes impulsionando-nos para o futuro, para o término do procedimento. Contudo, o resultado é fruto direto das ações tomadas agora no momento presente. É o diagnóstico bem vivido. A cirurgia de acesso bem vivida e experimentada. O preparo do conduto bem sentido, trabalhado, modelado, visualizado mentalmente pela cinestesia e gradativamente modificado. A obturação tridimensional bem vivida, vigilante, atenta. E, por fim, o selamento coronário integralmente checado e vivenciado. São alguns dos importantes passos que coroam o resultado do trabalho. É aí que o Poder do Agora atua de forma marcante e impactante. Ao nos centrarmos no agora, no centro de decisões, nas ações que estão sendo presentemente desenvolvidas, o resultado positivo é mera conseqüência natural do processo. Ao invés de foco nos resultados, os budistas defendem foco na ação. E sabem muito bem do que estão falando. Tudo é encadeado, uma seqüência natural e quando a ação é bem executada, bem vivida, o resultado é apenas o reflexo da presença dessa consciência integral.
É engraçado porque vejo essas coisas nitidamente nos meus alunos. Ao analisar uma radiografia de um molar superior obturado, por exemplo, costumo perceber que a raíz mesial usualmente tem um preparo mais acentuado, um desgaste um pouco mais pronunciado que nos outros condutos. Para mim o que é isso? O aluno se preocupou muito com aquele conduto, deixando os outros um pouco de lado. É até natural que isso aconteça já que sabemos que os dentes costumeiramente mais retratados são os primeiros molares superiores e, em especial, a raíz que normalmente apresenta maiores problemas é a mesial. Pela sua curvatura e pela presença do 4° canal (mésio-palatino). Então, é a raíz onde o cara fica mais ligado, mais preocupado e observamos isso com muita clareza nas radiografias finais. No entanto, o objetivo é desenvolvermos o equilíbrio e as outras raízes merecem também abordagens dignas, pois o insucesso ronda em todos lados. Assim, acho importante desenvolvermos essa consciência presente, focando a ação em si, porque essa abordagem leva naturalmente ao equilíbrio ao trabalho por igual. Portanto, leva ao sucesso e à satisfação. Canais pouco ampliados, pouco trabalhados, em meus alunos, costumo interpretar como essa pressa em terminar logo, em acabar logo. Seja lá qual foi o motivo, houve pobreza do alargamento e conseqüente dificuldade de obturação porque, muitas das vezes, o profissional estava com pressa e seu pensamento, sua consciência não estavam no momento da execução. O pensamento estava longe e era que lá que ele estava... Somente o corpo físico estava ali...
Costumo brincar com meus alunos para, ao estarem atendendo, irem percebendo o que se passa em suas cabeças e, de vez em quando, se perguntarem: onde estou? O que estou fazendo? e além disso, incentivo-os a responderem para si mesmos essas perguntas: estou sentado atendendo o Sr. Fulano, instrumentando o conduto, com o instrumento tal. Esse pequeno raciocínio tem por finalidade treinar essa consciência de presença no momento presente. Eckhart Tolle em seus magníficos "O Poder do Agora" e "O Despertar de Uma Nova Consciência" dá muito mais detalhes desse pensamento de centralização e, sem dúvida nenhuma, são uma leitura que recomendo muito a qualquer pessoa. As aplicações dessa atitude de presença são inúmeras e indubitavelmente trazem equilíbrio e bem-estar, na medida em que nos permitem viver integralmente nossas vidas, aproveitando cada minuto, cada segundo e não dando espaço para o remorso ou para a lamentação.
Namastê!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Cura Quântica e Reparação Tecidual

Para quem se habilita a estudar a Parapsicologia, o subconsciente possui, dentre suas funções, a tarefa de se encarregar de todos os mecanismos fisiológicos de manutenção de nossas funções corpóreas. Dentre essas funções está o mecanismo reparacional. Ou seja, existe uma "inteligência" que coordena e comanda todos os esforços para o reparo tecidual das áreas lesadas. No momento certo, na hora adequada, todos os mecanismos em níveis molecular e celular são acionados e o processo reparacional se inicia. O subconsciente é uma função de nossa mente e, portanto, é algo intangível e imaterial, mas que promove respercussões diretas em nossa estrutura material. Como algo intangível e imaterial como a mente pode desencadear efeitos na estrutura física, material do Ser Humano? Se é que existe, qual o elo de ligação entre o imaterial, imponderável, como a mente humana, e o corpo físico, os tecidos? Para diversos autores o DNA é o elo de ligação entre a mente e o corpo. Através das ações da mente o DNA é organizado e/ou reorganizado em sua estrutura para atender às ordens e modelos enviados por essa "inteligência" admirável que permeia todas as nossas células. Baseado nesse conceito, nossos pensamentos, nosso estado emocional, nossa maneira de enxergar o mundo determinam definitivamente a maneira como nosso corpo físico reage à doenças e promove seu mecanismo de reparação. Claro que, portanto, as lesões endodônticas estão inseridas nesse contexto. Deepak Chopra, em seu livro "Cura Quântica", aborda muito bem essa questão onde comenta sobre vários casos de pacientes portadores de tumores cancerígenos que, dependendo do trato psicológico que foi dado à questão de saúde, tiveram boa recuperação ou acabaram por falecer. Porque pacientes com perfil psicológico marcado por atitudes positivas, otimismo, vontade e confiança têm resultados diferentes do que aqueles com uma postura mais vitimista, arredia e pessimista da vida? Será que na nossa Endodontia de cada dia é diferente? Porque pacientes com casos complexos, recheados, muitas das vezes de iatrogenias, mas com posturas otimistas e positivas perante a vida têm resultados melhores do que aqueles "normais", sem maiores complexidades nos seus casos, em que a gente faz tudo certinho, e mesmo assim no final naufraga? Tenho visto nos simpósios pelo Brasil e pelo Mundo afora que a moda de algumas palestras tem sido: "Porque um bom tratamento não cura?". As respostas que têm sido dadas são relacionadas à presença de cada vez mais um número maior de microrganismos, com nomes cada vez mais difíceis de falar e escrever. Mas, será que é só isso? Não poderíamos acrescentar, baseado no exposto acima, uma outra pergunta: porque um mau tratamento cura? Talvez as respostas a essas duas perguntas possam ser semelhantes... Quanto do emocional do paciente influencia em sua recuperação pós-operatória? Reduzir a questão toda à presença de microrganismos seja, talvez, limitar algo muito mais complexo e grandioso. Acredito que a questão é muito mais complexa e, sinceramente, não estou convencido de que somente uma abordagem perfeitamente técnica, sem nenhum conteúdo emocional adequado, seja suficiente para estabelecer o reparo adequado...
Quanto da abordagem psicológica que o profissional usa pode influenciar o processo reparacional? Impressionar positivamente o paciente pode influenciar a presença, a qualidade e o tempo do processo de reparo? Impressionar que coloquei não é no sentido do marketing, é no sentido do lado humano, atuar como verdadeiro agente de facilitação da cura emocional, reduzindo a ansiedade, desmitificando medos, informar e conscientizar... São perguntas que tenho me feito diariamente, toda vez que atendo a um paciente meu.
Continuo observando, estudando e buscando respostas a tais perguntas. Os argumentos da Parapsicologia, da própria Ayurveda (a medicina tradicional indiana), são bastante lógicos e se complementam... Vem mais por aí...

Expansão

Ainda é desejo meu tornar esse espaço um ponto de encontro para a discussão de outras abordagens na Endodontia e na saúde do Ser Humano em geral. Graças a Deus, existem também outros valorosos profissionais das diversas áreas do conhecimento que se dedicam com muito amor e devotamento a estudar abordagens diferentes à saúde humana. Fora dos métodos tradicionais. Nada contra o tradicional, mas acredito que estamos em uma época em que precisamos alargar os nossos horizontes e expandir nossos limites. É preciso enxergar os desequilíbrios e desordens da saúde por outros lados e ângulos e assim, existem grandes profissionais que fazem competentemente esse trabalho, mas que, por fugirem do tradicional, não são reconhecidos, nem têm seus trabalhos divulgados a contento. Nosso objetivo é, aproveitando-se até da nossa condição natural da especialidade, tornar esse espaço um "canal" para a presença e o intercâmbio com tais colegas.
Também ainda é nossa pretensão tornar esse blog um ponto de encontro dos alunos de graduação e pós-graduação em Endo. Sim, já estivemos em tais condições, já sentimos na pele muitos dos medos, ansiedades, expectativas, sonhos que esses colegas estão acalentando e desejamos dar a orientação e o direcionamento necessários para o auxílio a esses novos colegas. Coordenamos cursos de pós-graduação em Endodontia e vivenciamos tais experiências com nossos alunos e nosso foco aqui é ampliar esse trabalho, fornecendo o amparo e a orientação necessária a todos aqueles que se sentirem necessitados. Poderão aproveitar ainda e conhecer um jeito diferente de verem a profissão e a especialidade.

Porque Dalai Endo?

Dalai Endo foi um presente que recebi. Participava de um debate em comunidade do orkut e colocquei algumas opiniões minhas sobre como encarava minha profissão e meu local de trabalho. Não sou afeito a ficar lamentando e reclamando das escolhas que fiz na vida. Escolhi a Odontologia "por acaso", mas a Endodontia escolhi conscientemente, como uma verdadeira paixão. Sendo assim, seria hipocrisia de minha parte ficar reclamando da profissão que tanto tem sido generosa comigo. Acredito firmemente que tudo depende de como vc enxerga as coisas. A responsabilidade sobre o meu insucesso ou sucesso é totalmente minha e acredito que estamos em um momento em que cada um deve assumir integralmente suas responsabilidades e parar de jogar a culpa nos outros. É hora de um exame de consciência e de parar de se justificar, imputando a culpa dos fracassos nos outros. Que cada um assuma seu papel na vida e seu próprio poder de, a partir de suas escolhas de pensamento, sentimento e posturas, mudar o rumo de sua vida e seu destino!
Bom, dito isso, alguns colegas tentaram me ridicularizar dizendo que eu parecia mais o Dalai Lama... Ao invés de me aborrecer, preferi incorporar o apelido. Até prá ver se com isso consigo ter, um pouquinho que seja, da iluminação e da sabedoria do próprio Dalai Lama (rsrsrs)... Mas, meu objetivo nesse blog é criar um espaço para a colocação de minhas idéias pessoais sobre a vida e a minha profissão, transformando tudo isso em uma maravilhosa ferramenta de aprendizagem e troca para todos que se dispuserem a estar em contato conosco!
Namastê!