Sensacional!! Arte e Ciência da Felicidade

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Conflito - Indecisão

Olá,
Depois de uma breve pausa estamos aqui de novo. Agradeço a todas as manifestações de apreço e apoio que tenho recebido. Tenho certeza de que estamos no caminho de ajudar a todos a exercer uma nova compreensão, um novo olhar sobre a nossa profissão e a vida. Continuo pedindo que participem, enviem seus comentários, críticas, sugestões... É de grande valia para todos nós. Esse espaço é destinado para novas perspectivas, novos ângulos de percepção do nosso trabalho e de nossas vidas. Colabore e envie seu ponto de vista!
Recebemos um comentário da nossa querida Gisa a respeito do local de trabalho dela, uma empresa, que passa por dificuldades, ambiente estressante e que os empregados procuram o atendimento odontológico com queixas diversas relacionadas a dores dentárias e que acham se tratar de problema com os canais radiculares. Encaixa muito bem com o que estamos lidando aqui nesse espaço.
Louise Hay no seu livro Você Pode Curar Sua Vida relata que os problemas de origem dentária estão relacionados a aspectos emocionais ligados a um estado de indecisão duradoura. Vejam que interessante... Defthlesen no seu livro A Doença como Caminho comenta que os dentes simbolizam o potencial de agressividade, de defesa/proteção, a disposição do Ser Humano em partir prá cima. Também podem simbolizar a sua força. O animal quando acuado mostra os dentes como primeiro sinal de sua intenção de avançar caso o agressor não recue. Problemas nas raízes dentárias também podem significar que a pessoa esteja passando por um momento de profundo abalo de suas crenças interiores. Um momento em que para ela "seu mundo está caindo". É um momento de revisão de crenças, convicções e idéias que antes dava sustentação para a sua forma de leitura e entendimento do mundo e que agora já não estão servindo mais... Ainda Defthlesen relaciona as infecções ao estado emocional do conflito, traçando uma inteligente analogia entre o conflito da vida real e o conflito que nossos leucócitos se envolvem quando do início de uma resposta inflamatória frente à invasão microbiana. Sabemos que dor não é o mal em si. A dor é apenas sinal de alerta, alarme que visa dar ciência ao córtex cerebral de que algo está errado e precisa ser verificado e corrigido. Daí o impulso de nossos pacientes nos procurarem.
Mas, imaginando a situação que os funcionários dessa empresa vem enfrentando, como descrito pela nossa amiga, o que foi colocado acima não casa bem com o possível estado emocional que essas pessoas vêm enfrentando? Será que diante da possibilidade de a empresa fechar, alguém se sente seguro, protegido? Alguém se sente plenamente decicido a que atitude tomar? Podem estar pensando: "saio agora ou espero as coisas melhorarem? Será que vai melhorar? ou será que vou conseguir outro emprego? será que vou dar conta de garantir o sustento de minha família? e agora? o que faço?". E muito mais outras questões que poderemos imaginar... Pergunto: como intervir em um Ser Humano sem levar em conta essas questões? Como posso esperar que o desenrolar do tratamento e o processo reparacional estão separados, estanques de questões como essas? É preciso a visão holística, do holos, do todo. Sentimentos e emoções emboram não sejam tangíveis, são bem reais para quem os está sentindo. Por isso, é preciso se atentar para um atendimento odontológico que não apenas vise a questão técnica, mas também, em grau de igualdade, o aspecto psicológico/emocional. Digo isso, porque vejo profissionais extremamente dedicados e interessados na técnica, no material. Mas, verdadeiros analfabetos emocionais que não sabem conduzir o atendimento endodôntico sob o ponto de vista emocional. Não esclarecem, não explicam e o mais grave de tudo: não ouvem. É necessário ouvir o paciente. Apenas essa atitude é capaz de produzir maravilhas, aliviando a tensão do mesmo, estabelecendo um vínculo de confiança que certamente fará toda a diferença no trans e no pós-operatório. Como costumo dizer aos meus alunos: não é o dente que chega no consultório, vestido e falando. É o dono do dente que tratamos. Tratamos o todo.
Continuaremos um pouco mais nessa linha na próxima vez... Pensem nisto. Ouçam seus pacientes. Depois me contem. Participem!
Namastê!

2 comentários:

Unknown disse...

Oi Leonardo, tudo bem ? Sou amiga do Antonio Monnerat e gostei muito desse blog, sou endodontista e tambem penso assim. Parabéns e muita paz em sua vida.

Anônimo disse...

Léo querido, que belo texto.
Esta visão holística é ,hoje , o grande diferencial da odontologia moderna, é o pulo do gato é a grande ponte que trás o paciente até nós.

Mas cá entre nós....tem uns pacientes que da vontade de comprimentar e relacionar com dente apenas...rs

bjs