No Ocidente temos um debate em torno da verdadeira natureza do corpo humano. Durante anos o corpo era visto como algo estático e limitado como uma escultura, uma peça em que vc ao nascer deveria ir até o fim de sua vida com ela. Hoje sabe-se que esse modelo se transformou com as diversas descobertas científicas. A renovação celular é uma realidade e praticamente todos os nossos tecidos passam por essa constante renovação e movimentação em seus elementos celulares. Temos uma nova pele a cada 30 dias, um novo fígado em 6 semanas, um novo esqueleto em 3 meses e assim sucessivamente... O modelo, por definição do próprio Dr. Deepak Chopra (médico endocrinologista indiano naturalizado americano), foi modificado para que se enxergasse o corpo humano como um rio. Está em constante renovação e, por conta disso, possui um fluxo, uma corrente dessa renovação celular... Todavia, o que chama a atenção é que, já que o corpo é continuamente renovado, significa que em determinadas doenças de longo curso as células pioneiras a incorporarem o desequilíbrio e desenvolverem a doença já não são as que existem mais em determinado momento do curso da enfermidade, de forma que suas sucessores é que assumem e continuam mantendo a representação física daquele mal. Sendo assim, isso significa que o desequilíbrio fica impresso no DNA celular e que essa informação "defeituosa" é que é responsável por transmitir essa característica de imperfeição às gerações de células seguintes perpetuando a desordem. A somatização é a prova viva de que um desequilíbrio em nível mental é transmitido à esfera física, trazendo manifestãções dessa desordem, dessa desarmonia. É fato também comum que as filosofias orientais aceitam que toda doença física primeiro de manifestou na mente. Primeiro houve o adoecimento da mente, depois a manifestação no corpo físico. Sendo assim, dentro dessa visão, todas as doenças, todas, sem exceção, possuem estados emocionais desequilibrados associados que desencadeiam a desarmonia primeiro em nível mental e depois em nível físico. O DNA é o ponto de ligação entre a mente e o corpo. As eventuais desarmonias no padrão mental são impressas no DNA até que, em dado momento, essa informação passa a ser lida em nível físico intracelular e aí o desquilíbrio contido passa a ser literalmente construído. No livro a Doença como Caminho de Dethlefsen & Dahlke, especificamente, sobre os dentes e a infecção temos: os dentes estão relacionados a nossa forma de enfrentar e superar os problemas. Estão relacionados à nossa vitalidade e disposição de prosseguir a despeito de qualquer dificuldade. Agressividade e vitalidade são lados distintos da mesma moeda, embora usualmente não pensemos dessa forma. O próprio Buda recomendou que em primeiro lugar devemos nos aceitar. Disse: "Saber levar-se. Saber contentar-se. Saber aceitar-se.". Não somos perfeitos, mas fomos treinados para nos vermos assim e, por conta dessa forma equivocada, reprimimos muitas coisas dentro de nós. Não gostamos nem de admitir que ficamos com raiva, frustrados, aborrecidos etc. A regra da sociedade é "adaptabilidade". Ainda para esses autores, a infecção é o símbolo de um conflito em nível psíquico que ora se manifesta no físico. Juntando as duas coisas podemos supor que nossos pacientes podem estar diante de problemas e conflitos de ordem interior, em suas vidas, passando por problemas que, não raro, nem sequer fazem idéia do quanto os está atingindo. Estão fragilizados, com perda de sua vitalidade e que, portanto, necessitam de ajuda para superarem esse desafio. Um doença crônica é o sinal de evidente de que um conflito está em curso e que há uma indecisão em tomar providências. As forças se igualam, se equilibram, mas algo mais precisa acontecer para que esse conflito seja vencido. Decisões e ações precisam ser tomadas.
Como a Endodontia enfoca em sua grande parte os quadros infecciosos pulpares, Kakehashi e colaboradores (1965) já deixaram bem claro o papel que os microrganismos desempenham na doença endodôntica, é preciso enxergarmos nossos pacientes sob um ponto de vista mais amplo. Por isso, uma abordagem psicológica atenta do profissional se faz necessário. Não é preciso entrar na intimidade do paciente, não é isso. Somente é preciso atenção, informação, conscientização, disposição em reduzir o desconforto o máximo possível. Nossos pacientes já vêm até nós cheios de medos e conflitos e nossa atitude amistosa, facilitadora, disposta a esclarecer, elucidar o curso de sua doença e o que vai acontecer durante e depois do tratamento podem fazer a grande diferença no mecanismo de reparo. É óbvio que uma polpa necrosada, bem como presença de imagem sugestiva de lesão aos tecidos apicais exigirão um adequado controle microbiológico do sistema de canais e o conseqüente vedamento desse espaço. Contudo, se tudo isso for realizado com a abordagem psicológica certa, o resultado é muito mais positivo.
Kakehashi demonstrou o valor e o papel dos microrganismos para o desenvolvimento da doença endodôntica. Mas, ele os fez em RATOS. O Ser Humano é algo um pouco mais complexo. Por isso, em minha opinião, uma boa dose de psicologia pode fazer a diferença. Uma boa dose de humanidade pode fazer milagres!
Experimente!
Namastê!
Uma Vida SENSACIONAL é obra de toda uma preparação que, em sua maioria, fica no domínio do INVISÍVEL: a mente humana. As aparentes vitórias e alegrias são resultado das invisíveis raízes da mente: nossos PENSAMENTOS e SENTIMENTOS. Uma Vida SENSACIONAL pessoal, profissional, social, familiar, financeiro ou em qualquer outro campo que se desejar é resultado de uma PREPARAÇÃO mental e emocional apropriada para o desenvolvimento pessoal. Fique à vontade! Leia, medite, reflita, opine...
2 comentários:
Olá! Descobri seu blog por acaso.
Acho que estas considerações deviam fazer parte da formação de todos os profissionais de saúde.
Tem toda razão, Ana. Mas, acredito que certamente em um futuro breve poderemos contar com informações como essa e outras.
Muito obrigado por estar conosco. Continue nos acompanhando. É um prazer ter a sua companhia!
Estamos à sua disposição,
Namastê!
DalaiEndo (Leo Barroso)
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